Blog da Bolha

A próxima bolha poderá vir dos empréstimos bancários nos EUA

O comentarista da Bloomberg, Jonathan Weil, publicou em 13 de agosto último, um artigo intitulado “A próxima bolha virá dos empréstimos inflacionados dos bancos”.

Os bancos norte-americanos ainda estão publicando seus balanços, contabilizando seus empréstimos semlevar em consideração as novas regras de transparência do mercado, que exigem que os ativos sejam contabilizados por seu valor efetivo (”fair value”).

No caso do Regions Financial Corp., por exemplo, nas notas de rodapé, o valor dos empréstimos do banco é US$ 22,8 bilhões menor do que o declarado nos balanços. Várias instituições estão com o mesmo problema.  O resultado desta nova contabilização pode representar uma surpresa não muito agradável para os acionistas e investidores em geral. Leia mais no site da Bloomberg.

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Medidas da Europa na crise

 

José Valter Martins de Almeida

Ao dobrar a aposta na mesma medida econômica, copiando a política econômica americana, a Europa perde a oportunidade de fazer com que o Euro vá se firmando como uma alternativa ao dólar americano.  Essas medidas de injeção de recursos na economia, além de não fazer efeito no curto prazo, pois há duvidas se beneficiarão os países do leste europeu, são nocivas no longo prazo.

Para além de todos os problemas fiscais que acarretarão, a inflação fatalmente ocorrerá…

Confira a matéria do O Globo: UE dobra fundo para países fora da zona do euro 

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Segundo ato do pacote americano

Paulo Rabello de Castro

Thomas Friedman nos dá uma dica do que será o segundo ato do pacote de cobertura dos mega-prejuízos bancários nos EUA.

Segundo ele, só Obama tem condição de vender esse novo pacote de cerca de 1 trilhão adicionais ao Congresso e ao povo.

Acho que vai ser bem difícil, inclusive, por não haver qualquer garantia de que esse esforço cobre o problema. Mais ainda, os credores desses bancos sairão ilesos, sem o chamado “corte de cabelo” - o “haircut ” - em suas posições.

Confira a matéria assinada por Thomas Friedman, no The New York Times.

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Entrevista com Paulo Rabello de Castro - Parte 1

Entrevista de Paulo Rabello de Castro para a Jovem Pan Online sobre a crise internacional financeira.

Data: 03.02.2009

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Entrevista com Paulo Rabello de Castro - Parte 2

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Entrevista com Paulo Rabello de Castro - Parte 3

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Entrevista com Paulo Rabello de Castro - Parte 4

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Barack Obama não foi muito bem em sua primeira coletiva

A fala de Obama na noite de ontem não foi muito bem sucedida. Ele hesitou bastante sobre vários pontos e abusou de palavras muito duras. O fato é que sua equipe econômica, repleta de prêmios nobel, ainda não se concatenou a ponto de apresentar um plano que, em sua simplicidade, antes que tudo, aceite a inevitabilidade do tremendo ajuste estrutural que precisa ser feito. A grande questão é que o presidente Obama não tem demonstrado suficiente firmeza no que tange a separar os fatos dentro do ambiente de crise. Atenção, pois as próximas semanas deverão recomendar ainda mais cautela frente a algumas seqüelas e notícias negativas a incidir sobre os mercados de renda variável.

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As mudanças que desafiam Obama

Paulo Rabello de Castro

O estouro da bolha de Wall Street impõe ao presidente Barack Obama – a partir de 20 de janeiro – um desafio financeiro de proporções só comparáveis às enfrentadas por George Washington, na fundação do então novo país.  Na época, Washington contava com pessoas excepcionais e soube explorar o melhor talento de cada um.  Por exemplo, deu a Hamilton - financista tão genial quanto fora como estrategista na guerra - a missão de recompor a dívida federal americana.

Hoje a dívida – pública mais privada – de novo ameaça o futuro e a grandeza da nação americana.  Se Obama, em seu discurso de posse, falar em “refundação do país” não estará exagerando. A magnitude do esforço não será menor do que o de empreender e ganhar uma guerra de libertação nacional.  Só que, desta vez, o inimigo não veste farda; está dentro de casa, sob a forma de três grandes desafios: a perda de capacidade competitiva, a perda de juventude e a perda de confiança.  Trata-se de um coquetel com grande potencial explosivo, contra um presidente novo e bastante inexperiente, que tentará aprender no exercício do mandato.

A perda de capacidade competitiva é evidente.  Para não ir mais longe, é pegar as montadoras americanas de automóveis, com seus modelos ecológica e esteticamente velhos, e seus custos afundados no segundo maior problema: a previdência dos seus colaboradores.  A geração conhecida como “baby boomers”, que nasceu durante e logo após a Segunda Guerra mundial, chega agora às portas da aposentadoria e pressionará as finanças públicas com suas pensões e gastos crescentes com a saúde na terceira idade. A força de trabalho americana se vê ameaçada pelos contingentes asiáticos (pena que não tanto pelos sul-americanos!) muito mais educados e baratos.

O problema previdenciário é particularmente grave porque pressionará a rolagem da dívida pública federal dos EUA, num momento em que a extensão da ajuda financeira aos bancos já exauriu todo o espaço para novas emissões de títulos do governo.

Não será pela geração de “empregos compensatórios”, do tipo keynesiano, que se equacionará o problema principal da administração Obama.  Antes fosse “apenas” criar três milhões de novas vagas por meio de  investimentos em infra-estrutura.  No seu discurso, Obama se aferrará à questão dos empregos por motivo eleitoral, já de olho em 2012.  Mas o desafio do estadista é o de refundar a nação, não flanqueando seus problemas centrais: a competitividade, o financiamento da previdência e a recomposição da confiança.

Sobre esta última pesarão as dúvidas mais graves.  A sociedade de grande consumo, em que se tornaram os Estados Unidos, é bem diferente do perfil altamente poupador dos agricultores que moldaram aquela nação gigante.

Estamos diante de uma geração MacDonald’s que estuda pouco, come muito (e mal) e que gastou por conta de um futuro inexistente, tudo avalizado por Alan Greenspan, o mago que virou bruxo.  O endividamento das famílias (160% de sua renda anual), combinado com uma taxa de poupança zero, constitui séria ameaça à estabilidade do dólar como moeda de reserva mundial nas próximas décadas.  Defender uma transição decente da atual hegemonia americana para uma posição de co-liderança no mundo futuro de “blocos de nações” é o grande enigma a ser resolvido pelo simpático Kennedy à moda “pop”.

Caso não seja capaz de encaminhar a questão da desconfiança sobre o dólar, desde o início da gestão, Obama corre o risco de desmoralizar suas esperançosas promessas de mudança.

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Pacotes não agem sobre a confiança

A Alemanha acaba de dar um passo a mais na direção de obter uma inversão da acelerada taxa de dispensa de mão de obra. A Europa inteira entrou no desemprego em massa, embora nas ruas não se sinta esse processo ainda por estar apenas no início. A dúvida persistente é se esses pacotes, inclusive o próximo de Obama, terão a repercussão de deter o processo.

TEMO QUE NÃO. O PROBLEMA ɉ DE CONFIANLJA ANTES DE SER UMA CRISE GRAVE DE CRÉDITO - QUE TAMBɉM ɉ!

Para se resolver a restauração da confiança é necessário antes de tudo remover o lixo financeiro ainda acumulado nos balanços das instituições financeiras

Paulo Rabello de Castro

GERMAN COALITION AGREES €50BN STIMULUS

The leaders of Germany’s ruling coalition on Monday night agreed on Europe’s largest fiscal stimulus, worth €50bn over the next two years, including public investments and a larger-than-expected cut in tax and social security contributions.
The package, to be unveiled officially on Tuesday, will include €18bn ($24bn, £16bn) worth of cuts in taxes and other levies, spread over 2009 and 2010, Peter Struck, parliamentary leader for the Social Democratic party, junior partner in Chancellor Angela Merkel’s coalition.
This article can be found here.

By Bertrand Benoit in BerlinPublished: January 13 2009 02:00

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