O Brasil teve competência e sorte para combater a crise, avalia economista
De acordo com o presidente do Conselho de Planejamento Estratégico da Fecomercio, Paulo Rabello de Castro, os organismos reguladores da economia tomaram medidas adequadas até agora.
Sem comentáriosA gravidade da crise financeira mundial supreendeu o governo
As medidas adotadas pelo governo federal para evitar a falta de dinheiro em circulação ainda não tiveram nenhum efeito prático no mercado.
Análise do sócio-diretor da RC Consultores e Presidente do Conselho de Planejamento da Fecomercio de São Paulo, Paulo Rabello de Castro
Sem comentáriosCrise financeira faz investidores recorrerem a títulos públicos
Volatilidade da Bolsa provocada pela crise financeira faz investidores brasileiros optarem por títulos públicos. Um exemplo disso é o Tesouro Direto, que vendeu mais de 1 bilhão de reais entre janeiro e setembro. Para o economista Paulo Rabello de Castro, a defesa do real tornou-se essencial, mas não por meio da alta de juros. Para gerar mais liquidez, o Banco Central fez mais um leilão de dólares e diminuiu o tamanho dos depósitos compulsórios. Para Cláudio Gonçalves, o principal desafio do país e diminuir os gastos públicos.
Sem comentáriosPacote: para economista, governo exagerou
Para Paulo Rabelo de Castro, crise atinge o Brasil de lado, portanto, governo exagerou com pacote
O economista Paulo Rabelo de Castro, integrante do Linha de Frente da JP, disse estar preocupado com o pacote anunciado pelo governo, nesta quarta-feira. Segundo ele, a crise internacional só atinge o Brasil de lado, portanto, “o governo exagerou em anunciar que a Caixa e o BB poderão, a partir de agora, ter ações de construtoras. Para ele, das duas, uma: “Ou temos um monte de empresas péssimas que não deveriam estar no mercado ou são ótimas empresas que não deveriam estar sendo vendidas ao governo”. O economista ressaltou que o setor financeiro continua sólido e apontou que os quatro principais bancos brasileiros são capazes de comprar o Banco Central. Paulo Rabelo de Castro finalizou dizendo que “O Brasil está sóbrio, a bebedeira é lá de fora”. Ouça.
Sem comentáriosPaulo Rabello de Castro comenta a euforia dos mercados
O presidente do Conselho de Planejamento estratégico da Fecomercio e diretor da SR Rating, Paulo Rabello de Castro, acha que o otimismo no mercado financeiro tem prazo de validade.
Sem comentáriosFecomercio prevê que o Brasil cresça apenas 2% em 2009
Quem afirma é o presidente do Conselho de Planejamento Estratégico da Entidade, Paulo Rabello de Castro.
Sem comentáriosA crise econômica mundial é debatida na Fecomercio
Em debate realizado pelo Conselho de Planejamento Estratégico da Fecomercio, na quarta-feira (15), em São Paulo, economistas avaliaram os reflexos que o agravamento da crise mundial poderão ter sobre a economia brasileira ainda este ano e em 2009. Apesar da fase de turbulência mundial, todos os participantes concordaram de que o Brasil tem boas chances de sair fortalecido desta situação, mas isso só vai acontecer se fizermos mudanças. “Com a crise, todas as cartas voltaram para a mesa. Agora, o jogo vai começar do zero e podemos tirar cartas melhores, ou seja, quem se organizar primeiro ou de maneira mais eficiente terá mais chances”, comentou o presidente do Conselho, Paulo Rabello de Castro.
O economista chamou a atenção dos participantes para a necessidade de conhecer a origem do problema para combatê-lo com eficiência. “O mar anda muito revolto, então as interpretações equivocadas sobre a origem também nos dão interpretações equivocadas para onde o vento pode nos levar”, disse. Castro qualificou o tamanho da crise como “enorme”, mas afirmou que ainda não estamos no fundo do poço. “Acho que não, porque esse lugar é menos barulhento e mais escuro. Por enquanto, o problema é financeiro e os banqueiros estão fazendo barulho. O fundo do poço se dará quando as empresas do setor produtivo começarem a apurar as conseqüências deste momento”, disse.
Sobre quando saberemos em que parte estamos nesta queda livre mundial, Castro mencionou que isso só deve acontecer quando fecharmos o balanço do último trimestre do ano. Por hora, nossos números são animadores, pois encerramento do terceiro trimestre foi uma avalanche de boas notícias. O economista conclamou a liderança empresarial brasileira a cobrar por mudanças. “Ela deverá ser baseada em política monetária neutra e fiscal de mais austeridade, sem tirar ênfase nos investimentos”, disse.
O presidente do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), Josué Christiano Gomes da Silva também se posicionou de maneira otimista diante da crise. De acordo com ele, apesar do país ser afetado pelo momento e isso deve ter reflexo no crescimento, os erros da política passada podem ser corrigidos facilmente. “É possível amenizar os efeitos, afinal de contas, temos juros reais altos, mas podemos reduzi-los sem permitir a volta da inflação; o estado não é tão eficiente, mas com pouco esforço é aumentamos a produtividade em 10%; e o compulsório desproposital está sendo diminuído pelo Banco Central. Esta medida impede que o sistema bancário nacional sofra com falta de liquidez e inadimplência”, avalia Silva.
Igualmente como o presidente do IEDI, o Cônsul para Assuntos Políticos e Econômicos do Consulado Geral dos Estados Unidos, James B. Story acredita que os fatores que prejudicaram o crescimento do Brasil contribuíram para que ele esteja em uma posição melhor para enfrentar os problemas mundiais. “Acho que em 2010 o Brasil vai ter oportunidade de começar outra administração, independente do partido, capaz de mudar sua política econômica e crescer aqueles 10% desejados”, comenta. O diplomata também considera que 2009 será um ano muito bom para o país: “Crescer entre 2,5 e 3,5% vai ser algo genial, a economia americana poderia aumentar nesta taxa. Imagina?”.
Sobre os Estados Unidos, Story frizou que a economia americana e ágil, por isso, consegue mudar a qualquer momento para evitar problemas maiores. “Creio que em dois anos, ou pouco menos, estaremos correndo outra maratona bem mais rápidos, vamos crescer de uma forma maior”, aponta. Para ele, isso será possível a partir da restauração da confiança no sistema financeiro mundial, além de melhorar a fiscalização e a regulamentação sobre os títulos derivativos.
O mesmo clima de otimismo não é compartilhado pelo diretor da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas, Yoshiaki Nakano, avalia que superar este momento não será tão fácil. Isso porque esta crise e diferente das demais e tem como característica ter sido “engendrada dentro do sistema financeiro”. “Quando a recessão está associada à crise bancária e à contração de crédito ela é mais profunda e duradoura do que as demais”, pontua Nakano. Segundo o professor, uma avaliação feita pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que esta situação persista por mais dois anos e meio.
“Apesar da enorme alocação de recursos, a crise ainda não acaba”, concorda o chefe do Departamento Econômico da Confederação Nacional do Comércio, Carlos Thadeu de Freitas Gomes. Para ele, não estamos mesmo no fundo do poço e só conseguiremos medir nossa posição no prazo de pelo menos seis meses. “Provavelmente as taxas de juros continuarão a subir de acordo com o dólar, mas acredito que a moeda americana se acomode na faixa que está agora, ou seja entre R$ 1,80 e R$ 2”, estipula Gomes. Já o presidente da Ordem dos Economistas do Brasil, Francisco da Silva Coelho, é mais enfático na análise da crise. “O que houve no mundo foi excesso de ganância e de arrogância com vontade de ganhar dinheiro fácil. Vamos ter de fazer vários ajustes no sistema financeiro internacional”, avalia.
Por Sonia Xavier | Fonte: Fecomercio
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